Equipe de Alckmin tenta incluir fala de Serra para 1º dia na TV.
O comando de campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) montou ontem uma operação para tentar viabilizar a inclusão do depoimento do governador José Serra (PSDB) já no primeiro dia de propaganda, quarta-feira. A idéia é neutralizar a imagem de que Alckmin não conta com o apoio do partido.
“Serra estará na campanha. O PSDB estará todo na campanha”, comemorou Alckmin, que, a interlocutores, defendeu o uso imediato do depoimento de Serra.
Serra gravou uma mensagem –com elogios a Alckmin– na sexta, antes de uma viagem ao exterior. Mas só na noite de sábado Alckmin foi informado.
Ontem, depois de tentar ir pessoalmente, Alckmin pediu que o coordenador de comunicação, Lucas Pacheco, pegasse a fita na casa do presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo. De lá, Pacheco trancou-se na ilha de edição.
Além da melhor da data, o comando de campanha avalia a conveniência de reunir tucanos num só programa.
“As pessoas que insinuam que Serra apóia [Gilberto] Kassab são as mesmas que propalavam que ele tinha interesse em disputa na convenção do PSDB. Essas pessoas vão ficar, de novo, com cara de tacho”, disse Lobo.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) evitou comentar. “O eleitor vai saber identificar quais são os candidatos, quais são as propostas, o que realizaram quando ocuparam, ou ocupam, cargos”.
À tarde, na feira de artesanato na Vila Madalena, Kassab recebeu elogios, mas foi até chamado de “prefeito nojento”. Quando comia um bolo de aniversário do bairro, foi atingido por uma bolsa vazia. Alckmin fora hostilizado na mesma feira.
Também lá, Alckmin foi abordado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), ex-marido de Marta. Ele recomendou que o tucano lesse o programa de governo da petista. Depois de reivindicar a paternidade de programas sociais para o PSDB, Alckmin sugeriu que Suplicy protegesse a careca do sol.
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