Na TV, Kassab e Marta comemoram crescimento em pesquisa; democrata e tucano atacam petista
Na propaganda eleitoral dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, veiculada na televisão nesta segunda-feira, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) voltou a criticar a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), mas evitou o confronto direto com o adversário Geraldo Alckmin (PSDB). Marta também reclamou do fato de ter recebido a prefeitura “falida” quando assumiu, e o tucano fez críticas veladas à gestão petista.
A petista e o democrata, que cresceram nas intenções de voto segundo o Datafolha, comemoraram os resultados.
O programa de Kassab tratou de saúde, comparando sua gestão com a da petista. Houve menção ao governador José Serra (PSDB), seu padrinho político, cuja utilização da imagem é “disputada” com o candidato tucano. O governador já anunciou apoio ao correligionário Alckmin na TV, na última semana. Segundo o Datafolha, Kassab subiu de 11% para 14%.
“No tempo da Marta, o atendimento à saúde era um caos. Serra e Kassab enfrentaram o problema”, narrou o locutor. O locutor citou a criação de 110 AMAs (assistência médica ambulatorial) feitas na gestão de Kassab e a construção de dois hospitais públicos. Assim como o programa petista, o programa do democrata frisou as obras e os projetos de sua gestão.
A linguagem popular foi a tônica do programa, que mostrou Kassab vistoriando obras com um capacete. O programa trouxe ainda depoimentos emocionados da população, que choravam ao falar do prefeito.
O tema saúde também foi o foco do programa tucano, que apresentou propostas e falou sobre a apresentação do seu programa de governo, realizada na última sexta-feira (22). O programa utilizou as imagens do discurso de Alckmin no dia da apresentação. O candidato evitou atacar Kassab, mas criticou a gestão de Marta. “O Serra pegou uma cidade endividada e com as obras todas as paralisadas. Quebrada sob o ponto de vista financeiro”, disse o tucano.
Alckmin afirmou ainda que, se eleito, vau firmar parcerias com o governo federal. “O presidente Lula não é presidente do PT, ele é presidente do Brasil, o que é muito diferente”.
Já candidata petista apresentou suas propostas para a cidade para segurança, transporte e trânsito, saúde, habitação e educação. Líder na última pesquisa do Datafolha, com 41%, Marta evitou o ataque aos adversários, mas falou sobre a vantagem na pesquisa. O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi citado, já que a petista tem tentado associar sua imagem à do presidente.
Novamente, o programa de Marta mostrou a petista como a mulher rica que trabalha para os pobres. O programa petista mostrou a “situação crítica” em que a ex-prefeita assumiu a prefeitura –sem citar os nomes dos antecessores– e ressaltou como Marta fez “grandes obras” sem “muitos recursos”. O Bilhete Único e os CEUs (centro educacional unificado) foram apresentados como exemplos do trabalho da petista.
O candidato Paulo Maluf (PP) também ressaltou as obras de sua gestão, especialmente voltadas para o trânsito da cidade.Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste final de semana, Maluf amarga a maior taxa de rejeição: 61%. Já Soninha Francine (PPS) falou sobre moradia e urbanização, assim como fez no programa de rádio na manhã de hoje.
A apresentação de propostas e as críticas aos problemas de São Paulo também ocorreram nos programas de Anaí Caproni (PCO), Ciro Moura (PTC), Edmilson Costa (PCB), Ivan Valente (PSOL) e Renato Reichmann (PMN), candidatos que contam com pouco espaço na TV, em comparação a Marta, Kassab e Alckmin. Levy Fidelix (PRTB) que suas propostas foram aproveitadas pelos ex-prefeitos da cidade.
Início
A propaganda eleitoral começou a ser veiculada na última terça-feira (19) no rádio e na TV e vai até o dia 2 de outubro.
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para prefeito e vice-prefeito, os programas serão transmitidos às segundas, quartas e sextas-feiras, em dois blocos de meia hora cada um. No rádio, das 7h às 7h30 e das 12h às 12h30; e na TV, das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h.
Já os candidatos a vereador apresentarão seus programas às terças, quintas-feiras e sábados, nos mesmos horários reservados aos prefeitos.
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Equipe de Alckmin tenta incluir fala de Serra para 1º dia na TV.
Equipe de Alckmin tenta incluir fala de Serra para 1º dia na TV.
O comando de campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) montou ontem uma operação para tentar viabilizar a inclusão do depoimento do governador José Serra (PSDB) já no primeiro dia de propaganda, quarta-feira. A idéia é neutralizar a imagem de que Alckmin não conta com o apoio do partido.
“Serra estará na campanha. O PSDB estará todo na campanha”, comemorou Alckmin, que, a interlocutores, defendeu o uso imediato do depoimento de Serra.
Serra gravou uma mensagem –com elogios a Alckmin– na sexta, antes de uma viagem ao exterior. Mas só na noite de sábado Alckmin foi informado.
Ontem, depois de tentar ir pessoalmente, Alckmin pediu que o coordenador de comunicação, Lucas Pacheco, pegasse a fita na casa do presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo. De lá, Pacheco trancou-se na ilha de edição.
Além da melhor da data, o comando de campanha avalia a conveniência de reunir tucanos num só programa.
“As pessoas que insinuam que Serra apóia [Gilberto] Kassab são as mesmas que propalavam que ele tinha interesse em disputa na convenção do PSDB. Essas pessoas vão ficar, de novo, com cara de tacho”, disse Lobo.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) evitou comentar. “O eleitor vai saber identificar quais são os candidatos, quais são as propostas, o que realizaram quando ocuparam, ou ocupam, cargos”.
À tarde, na feira de artesanato na Vila Madalena, Kassab recebeu elogios, mas foi até chamado de “prefeito nojento”. Quando comia um bolo de aniversário do bairro, foi atingido por uma bolsa vazia. Alckmin fora hostilizado na mesma feira.
Também lá, Alckmin foi abordado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), ex-marido de Marta. Ele recomendou que o tucano lesse o programa de governo da petista. Depois de reivindicar a paternidade de programas sociais para o PSDB, Alckmin sugeriu que Suplicy protegesse a careca do sol.
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Dantas diz estar “tranqüilo” para depoimento à CPI dos Grampos.
Dantas diz estar “tranqüilo” para depoimento à CPI dos Grampos
Com a autorização da Justiça para permanecer calado durante depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, o banqueiro Daniel Dantas chegou no início desta tarde ao Congresso Nacional sem a disposição de comentar as acusações de seu suposto envolvimento em crimes descobertos pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Os deputados também pretendem questionar o banqueiro sobre as acusações de que contratou a multinacional Kroll para monitorar autoridades.
Acompanhado do advogado, Dantas disse apenas estar “tranqüilo” para o depoimento. “Oi, tudo bem? Estou tranqüilo, não posso falar”, disse o banqueiro cercado por jornalistas ao chegar à sala da CPI.
O banqueiro é acusado, com mais dois suspeitos –Hugo Chicaroni e Humberto Braz–, de corrupção ativa por suposta tentativa de subornar um delegado da Polícia Federal para livrá-lo de investigações da Operação Satiagraha.
A operação chegou a prender Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, entre outras pessoas. Mas eles foram soltos e vão responder ao processo em liberdade.
O ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar nesta terça-feira autorizando o banqueiro a permanecer em silêncio durante o depoimento à comissão. Na decisão, Barbosa também determinou que Dantas não seja preso nem dê declarações que possam incriminá-lo. O ministro ainda autorizou que o banqueiro esteja acompanhado de um advogado.
A CPI aprovou requerimento para ouvir Dantas em julho, por unanimidade. Os deputados pretendem questionar o banqueiro sobre as acusações de que contratou a multinacional Kroll para monitorar autoridades, além de obter detalhes sobre a Operação Satiagraha.
Apesar do habeas corpus, integrantes da CPI avaliam que a presença de Dantas será “positiva” para esclarecer detalhes da operação da PF. A comissão considerou “normal” a concessão do habeas corpus, uma vez que Dantas não será obrigado a produzir provas contra si próprio no depoimento.
Planalto
Sob o comando do Palácio do Planalto, deputados da base aliada deverão atuar para evitar que Dantas revele informações que coloquem integrantes do governo em situação desconfortável –como o chefe da gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho.
O assessor do presidente é acusado de vazar informações da Operação Satiagraha ao ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT).
Os deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Vanderlei Macris (PSDB-SP) ingressaram na semana passada com um requerimento de convocação de Carvalho à CPI depois que o delegado Protógenes Queiroz confirmou à comissão que ele está entre os investigados da operação.
Ontem, a CPI ouviu o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que decretou a prisão de Dantas na Operação Satiagraha.
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Justiça Eleitoral descarta requisitar agora Força Nacional para as eleições do Rio.
Justiça Eleitoral descarta requisitar agora Força Nacional para as eleições do Rio
Representantes da cúpula da Segurança Pública e da Justiça Eleitoral reunidos no Rio de Janeiro decidiram, nesta segunda-feira, não solicitar, por enquanto, o reforço de forças federais –militares e Força Nacional– para atuar na campanha eleitoral no Estado.
Para combater a intimidação contra eleitores, será feita uma campanha nacional reforçando a impossibilidade de violação da urna eletrônica. Os candidatos impedidos de entrar em áreas controladas pelo crime organizado poderão requisitar apoio das polícias estaduais.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto, disse, em entrevista coletiva na sede do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), no centro do Rio, que a Justiça Eleitoral dará tratamento prioritário aos inquéritos da Polícia Federal contra candidatos acusados de “comportamento eleitoral espúrio, contrário à lei”. Segundo ele, serão estudadas formas de “desmonopolização” da propaganda em comunidades onde os bandos armados formam currais eleitorais. “Quando for necessário, a ostensividade será usada como estratégia desinibidora para o trânsito livre dos candidatos.”
“Cabe à Justiça Eleitoral assegurar a regularidade do processo eleitoral. A imprensa deve se sentir livre e os candidatos devem poder fazer campanha onde quiserem. Se esse quadro é administrável, não há necessidade de requisição dessa coalizão de forças”, acrescentou.
No entanto, Ayres Britto afirmou que no futuro, se for necessário, a Justiça pode fazer o pedido de reforço para o processo eleitoral. “Se houver necessidade, o presidente do TSE terá que ouvir o governador [do Rio, Sérgio Cabral] e deliberar com os outros ministros da Corte. Nada está descartado. A prioridade número um é a regularidade do processo eleitoral, se essa exigir coalização de forças policiais e militares, nós desencadearemos o processo.”
O presidente do TRE-RJ, desembargador Roberto Wider, ressaltou que a campanha sobre a segurança da urna eletrônica será promovida nos próximos dias. Wider disse que o relatório preliminar da investigação da Polícia Federal sobre candidatos apoiados por traficantes ou milicianos deve ser entregue à Justiça Eleitoral em 10 dias. Wider destacou que a discussão não é mais sobre a impugnação de candidatos com ficha criminal, inviabilizada por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), tomada na última semana. “Não estamos falando para trás, mas daqui para frente”, manifestou.
Além dos presidentes do TSE e do TRE-RJ, participaram da reunião o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, o superintendente da Polícia Federal no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, o chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, o comandante geral da PM, Gilson Pitta Lopes, e o chefe de Estado Maior da PM, coronel Antônio Carlos Soares David.
A discussão sobre a necessidade de reforçar as eleições do Rio começou após candidatos serem impedidos de fazer campanha em comunidades e favelas controladas por traficantes e milicianos. A Justiça Eleitoral também recebeu denúncias sobre ameaças feitas por criminosos contra moradores dessas comunidades.
Jornalistas que acompanham a campanha dos candidatos também foram vítimas de intimidação nesses locais.
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Candidatos à prefeitura de São Paulo “multiplicam” obras no site e panfletos.
Candidatos à Prefeitura de SP “multiplicam” obras nos sites e panfletos.
Não foi apenas no primeiro debate na TV que os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo inflaram dados e omitiram deficiências. Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) institucionalizaram esse “jeitinho” em sites e no material distribuído pelas ruas.
Tanto no site como no panfleto de 500 mil exemplares de Marta, a construção de 149 prédios foi convertida em “191 novas escolas”. Para a campanha petista, cada CEU (Centro Educacional Unificado) -que reúne três escolas- vale como cinco unidades.
O argumento petista é o de que, nos CEUs, as creches têm o dobro da capacidade de uma unidade convencional. Por isso são contabilizadas como duas.
“É o mesmo que construir uma escola para 5.000 pessoas e dizer que foram dez escolas”, criticou o secretário de Educação, Alexandre Schneider.
Além disso, para a campanha petista, o próprio CEU é computado como uma escola. Secretária de Educação no governo Marta, Maria Aparecida Peres alega que o CEU por si só deve ser considerado um equipamento. Mas ela reage à acusação de Schneider de que teria inflado os números. “Inflado? Não fomos nós que incluímos obras em licitação no nosso material”, rebateu.
Governador do Estado de 2001 a 2006, Alckmin, por sua vez, recorreu ao antecessor Mario Covas –de quem foi vice– para engordar o portfólio.
No panfleto, a dupla Alckmin e Covas é apresentada, por exemplo, como responsável pela instalação de 14 hospitais na Grande São Paulo. Sem Covas, sua cota cairia para quatro. “Alckmin foi um vice atuante”, justifica o coordenador da campanha, Edson Aparecido.
O panfleto atribui a Alckmin e Covas a construção de 20 quilômetros de metrô, três a mais do que calcula o próprio Metrô: 16,8 km. Segundo a campanha, a conta inclui trecho inaugurado pelo governador José Serra (PSDB) até o Alto do Ipiranga.
A confusão é tanta que a mesma obra –como a construção dos hospitais Cidade Tiradentes e M’Boi Mirim– figura nos panfletos dos três adversários.
Entre as ações listadas pelo PT, está: “Marta criou 249 UBS (Unidades Básicas de Saúde)”. As unidades não foram construídas, mas transferidas do Estado para a prefeitura.
Já na capa de um jornal de Kassab dedicado à educação (50 mil exemplares) são listadas 217 novas escolas e 25 novos CEUs. Os dados são acompanhados, em letras garrafais, pela inscrição “Quem fez tudo isso vai fazer muito mais”.
A prefeitura, no entanto, só entregou 13 CEUs –e promete entregar outros 12 até o fim do ano. Das 217 escolas listadas, 57 ainda não foram concluídas. A assessoria do candidato alega que o jornal explica que as obras estão em andamento.
O site de Kassab informa que o prefeito “está despoluindo 20 córregos e iniciou o trabalho em outros 22″. Contudo, segundo dados da Secretaria de Subprefeituras, apenas nove foram totalmente despoluídos até agora.
Para a assessoria de Kassab, não há distorção. “A frase no gerúndio evidencia que a ação está em andamento”, diz nota.
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Alckmin defende parceria com setor privado para transporte
Em entrevista a rádio, candidato tucano à Prefeitura afirmou que outra prioridade é a segurança pública
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu nesta terça-feira, 5, que a prefeitura faça parcerias com a iniciativa privada para melhorar o trânsito na cidade, citando como exemplo a Linha Amarela do Metrô, feita por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
Em entrevista à rádio CBN, ele disse que uma das formas de reduzir o trânsito é criar estacionamentos subterrâneos para tirar os carros das ruas, para que a pessoa possa parar o carro perto de um corredor de ônibus ou estação de trem e metrô e ir para seu destino. Para melhorar o trânsito na cidade, o candidato também pretende investir em transporte público com foco nos corredores de ônibus.
“Como buscar recursos? PPP. A única PPP que saiu do papel foi a linha do metrô. Um dos problemas é o excesso de carros. Precisa tirar os carros, só que há oito anos não se faz garagem subterrânea. Tira da superfície, tira da avenida [o carro]. Você estabelece o local, faz concessão por dez anos. Nós podemos fazer muito estacionamento privado. O governo não deve colocar dinheiro”, explicou.
O candidato tucano afirmou que outra prioridade é a segurança pública. Segundo ele, a intenção é aumentar a guarda metropolitana, as câmeras de vídeo e a iluminação pública.
Na área da saúde, Alckmin afirmou que o objetivo é criar 10 centros de especialidades para trabalharem em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “A rede básica precisa funcionar melhor. As Amas (Assistências Médicas Ambulatoriais) não vão resolver. É pronto atendimento, presta bom serviço. Minha proposta é dez centros de especialidades em contatos com UBS.” As UBS atendem as consultas médicas.
Questionado sobre o motivo de alguns bairros pobres não terem sido contemplados com hospitais durante a gestão do PSDB na Prefeitura de São Paulo, Alckmin disse que os hospitais estão sendo construídos na periferia. “A prefeitura ficou 17 anos sem fazer uma cama, um hospital. Fizemos em 12 anos 19 hospitais. O PSDB investiu na área da saúde”, disse ele.
Alckmin pretende também levar mais emprego para as periferias para que os trabalhadores não precisem se deslocar muito tempo. “São Paulo precisa ter novas centralidades. Vamos mudar isso com um plano diretor estratégico. Precisamos fazer projetos habitacionais, emprego e moradia nas regiões mais distantes, levar emprego para lá”, concluiu.
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Pedido para Força Nacional no Rio cabe ao TRE, diz Cabral
Segundo governador do Rio de Janeiro, autoridade é da Justiça Eleitoral. Ele disse “assinar embaixo” da decisão do Tribunal Regional Eleitoral.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta terça-feira (29) que o poder de decisão sobre a convocação da Força Nacional de Segurança para atuar durante o período eleitoral no Rio de Janeiro é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).
“Como nós estamos em um processo eleitoral, e o processo tem regras – tanto para gasto público como para procedimento do poder público – acredito que a maior autoridade nesse sentido é o Tribunal Regional Eleitoral”, afirmou Cabral, em São Paulo, após participar de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham – São Paulo).
“Eu acho que ele [Roberto Wider, presidente do TRE] que tem que comandar essa demanda [força-tarefa]. Por isso hoje, ele está se reunindo com o meu secretário de segurança pública, com o comandante geral da Polícia Militar e com o chefe da Polícia Civil para fazer uma avaliação e, se for necessário, pedir esse reforço”, disse Cabral. Ele se referiu à reunião que será realizada às 15h desta terça, no Rio para avaliar a proposta de convocação da Força Nacional de Segurança para atuar nas favelas durante as eleições devido à intimidação de candidatos por traficantes e milícias.
“Eu só quero dar ao TRE essa autoridade, pois acho que cabe a ele, no processo eleitoral, avaliar não só registros de candidaturas, ou impugnação de candidatura, mas também o controle da propaganda, tudo isso. Acho que o TRE é a autoridade maior nesse momento para dizer ‘sim, vamos solicitar’. Eu assino, se eles precisarem, com o maior prazer”, afirmou.
Cabral disse considerar “muito grave” os problemas encontrados pelos candidatos para entrar nas comunidades e o fato de alguns deles serem privilegiados na campanha. “É evidente que as eleições têm uma feição muito especial. É muito grave ter candidatos que não conseguem entrar em áreas ou candidatos beneficiados por estruturas paralelas e mais grave ainda é jornalistas não poderem realizar o seu trabalho.”
Evento
O governador Sergio Cabral esteve, nesta terça-feira (29), em São Paulo, onde participou do evento Diálogo Público-Privado, da Amcham – São Paulo. O objetivo do evento é discutir como as ações do governo ajudam no desenvolvimento econômico.
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